Aldea e encoro de Vilarinho da Furna. Portugal.

Foi na década dos 70 cando este encoro asolagou a aldea de Vilarinho da Furna, que contaba no momento cunhas 80 vivendas e 300 habitantes que se viron obrigados a marchar. Cando baixa o nivel da auga aínda é posible ver o que resta do pobo. Comparto con vós unhas fotos da derradeira vez que eu o vin, outras de antes de que as augas o cubriran, as cales podedes atopar tamén no museo de Campo do Gerês, e unhas palabras de Miguel Torga que un de vós me descubriu fai uns días. Espero que vos gusten! ❤️
“Viam a luz nas palhas de um curral,
Criavam-se na serra a guardar gado
À rabiça do arado,
A perseguir a sombra nas lavras,
aprendiam a ler
0 alfabeto do suor honrado.
Até que se cansavam
De tudo o que sabiam,
E, gratos, recebiam
Sete palmos de paz num cemitério
E visitas e flores no dia de finados
Mas, de repente, um muro de cimento
Interrompeu o canto
De um rio que corria
Nos ouvidos de todos.
E um Letes de silêncio represado
Cobre de esquecimento
Esse mundo sagrado
Onde a vida era um rito demorado
E a morte um segundo nascimento.”
Miguel Torga
Barragem de Vilarinho da Furna
18 de Julho de 1976

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